venerdì 4 dicembre 2009

Gaiolas Mentais

Dizem-se emancipadas, distanciam-se do feminismo, esse grande mal, dizem, e vivem prisioneiras de uma imagem surreal, pervertida, distorcida, no trabalho, na política, não há mulheres, ou há muito poucas que contam. Prisioneiras de uma cultura machista, continuam a criar filhos sem lhes passar o conceito de paridade de oportunidades, a conceder-lhes tudo, a distinguir. Mas a mudança não passa pela educação? Quem é responsável pela educação dos filhos pode ou não educa-los no respeito dos seres humanos? Bastaria o respeito, se respeitamos alguém consideramo-lo nosso par. Porque é que as mães de um filho varão gozam de uma consideração mais elevada? Vale mais? É por si só uma condição de elevação social?
Podem vir invocar teorias sobre a sobrevivência da espécie, sobre a superioridade do homem, mas eu, continuo a pensar que quando se subjuga alguém é porque nos assusta, nos é cómodo ou nos é superior, convêm mantê-lo numa posição de inferioridade, em que não pode causar dano.
*As gaiolas mais difíceis de abrir, são as que estão à volta da nossa cabeça.

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