lunedì 20 ottobre 2008

Still Life




Duas tristes histórias de amor, narradas com um estilo essencial e minimalista que fazem contraponto à visão sobre a realidade social da China hodierna. Através dos tons apagados e opacos de uma paisagem cinzenta e húmida, espelho das almas inquietas dos dois protagonistas. Neste cenário árido, quase apocalíptico, retratado pelo director com temor e sentido de participação através da câmara delicada e frequentemente imóvel, consomem-se duas Histórias sussurradas, silenciosas. A câmara segue o tom emotivo, sempre contido, do acontecimento, acolhendo os sentimentos dos dois protagonistas que nunca gritam a sua dor. A impressão que deriva destas imagens sugestivas e poéticas (como a cena final que retrai um equilibrista suspenso sobre o fundo de um cenário em ruínas) é de general e difusa frieza. Frieza que junto com a água que submergiu a aldeia de Fengjie, parece ter investido o coração dos seus habitantes e dos dois visitantes. Secante.

Nessun commento: