martedì 13 novembre 2007

As palavras

Diz-me se essa palavra aí não está singularmente vestida e poderás ver todas as minhas nuas antes das coisas que medito as terem coberto com uma libré. É uma vergonha que a maior parte das nossas palavras sejam instrumentos de que se fez, outrora, mau uso e que, muitas vezes, conservem o cheiro da imundície em que as emporcalharam os anteriores proprietários. Quero trabalhar com palavras novas ou então - tenho necessidade para isso de menor ar do que uma ave exala nos seus cantos - nunca mais falar, a não ser de mim para mim, por toda a eternidade.
Georg Lichtenberg, in 'Aforismos'

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