giovedì 12 luglio 2007

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Reconstruir artificialmente a integridade do hímen não é uma novidade. Hoje, em confronto com o passado, as técnicas cirúrgicas foram afinadas e aumentou muito a segurança da operação.
O que me ocorre perguntar, no que diz respeito ao aumento deste tipo de operação em alguns países, é a motivação que está por trás destes pedidos.

Em épocas longínquas, podia ser compreensível que se tentasse recuperar uma virgindade anatómica, eram épocas em que esta tinha um valor bem preciso no plano social, moral e comercial.

As Madames proprietárias de bordeis, já no século XVIII usavam sistemas muito eficazes para simular a virgindade das meninas, virgos postiços, pequenas esponjas embebidas em sangue de pombo, que simulavam fantásticamente a defloração, de maneira que o cliente satisfeito pagasse mais pela aquisição de uma virgem.

Tal pedido hoje, é muito menos compreendido, o valor da virgindade finalmente, pelo menos na nossa cultura, está ligado as próprias escolhas, sobre as quais devemos render contas só a nós próprias.

A medicina também é um business, por isso evidentemente não é difícil encontrar um médico disponível a praticar este tipo de operação. Quem se presta a uma operação do género, com que interesse o faz? Em que classe de valores se pode enquadrar uma integridade anatómica, reconstruída com o bisturi, se calhar mais que uma vez, que não corresponde a uma virgindade interior?

Não seria melhor, fazer como a protagonista do romance de Jorge Amado - Teresa Batista, que se entregava a outro distrito anatómico - o coração - cada vez que se apaixonava, (e apaixonava-se várias vezes) voltava a ser virgem. Isto sim, hímen à parte, é possível a todas sem ter que visitar um cirurgião.

1 commento:

alex ha detto...

é que me transcende completamente! não percebo o que é que pode passar pela cabeça de uma gaja para pagar para reconstituir uma cena que só estorva.