martedì 1 maggio 2007

1° de Maio


O 1° de Maio nasce como momento da luta internacional de todos os trabalhadores, sem barreiras geográficas nem sociais, para afirmar os próprios direitos, para alcançar objectivos e para melhorar as próprias condições.
"Oito horas de trabalho, oito horas de recreação, oito horas para dormir" foi a palavra de ordem, inventada na Austrália em 1855, e partilhada pela maior parte do movimento sindical organizado no inicio do século XX.


As suas origens colocam-se no dia 20 de Julho de 1889, em Paris. A lançar a ideia, o Congresso da Segunda Internacional, reunido naqueles dias na capital Francesa: «uma grande manifestação será organizada, numa data acordada, de modo que simultaneamente em todos os países e todas a cidades, no mesmo dia, os trabalhadores possam pedir às autoridades públicas, a redução, por lei, do dia de trabalho para oito horas e pôr em prática outras soluções do Congresso de Paris.»

Quando se decidiu a data, optou-se pelo 1° de Maio. Uma escolha simbólica, três anos antes em Chicago, o dia 1 de Maio de 1886 era um sábado, nessa altura um dia de trabalho. Em doze mil fábricas dos Estados Unidos, 400 mil trabalhadores fizeram greve. Somente em Chicago aderiram à greve e participaram na manifestação 80 mil pessoas. Tudo se desenvolveu pacificamente, mas nos dias seguintes as greves e manifestações prosseguiram e nas principais cidades industriais Americanas a tensão tornou-se explosiva. Infelizmente tudo acabou num banho de sangue. Os mártires de Chicago tornaram-se num símbolo da luta pelas oito horas de trabalho.

Em Agosto de 1891 o Congresso Internacional, reunido em Bruxelas, tomou a decisão de tornar permanente a festividade do 1° de Maio. Daqui para a frente o 1° de Maio será a "festa dos trabalhadores de todos os países, durante a qual os trabalhadores devem manifestar-se pelos seus direitos e demonstrar solidariedade uns pelos outros".

O modo de celebrar o 1° de Maio hoje mudou, as profundas transformações sociais, a mudança dos costumes, a progressiva homogeneização dos hábitos, mudaram profundamente o significado de uma festividade que sempre exaltou a distinção da classe operária.

Em Itália os sindicatos, já há diversos anos, escolheram celebrar o 1° de Maio promovendo uma manifestação nacional dedicada a um tema específico.

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