giovedì 5 aprile 2007


Eu estava sentada na areia, à beira-mar, na praia. Na ilha de Porto Santo. Tinha os olhos fixos naquela linha mágica onde acaba o mundo que eu vejo e começa, para mim, o infinito. Chamam-lhe linha do horizonte. Indagava ensimesmada como quem procura e não encontra. Eu procurava o nome da coisa. Às vezes acontece ter sorte. Assim. Estar acompanhada, poder conversar sobre o que não se sabe e sentir que quem nos acompanha procura connosco. Era isso que acontecia. Palavras puxam memórias. Memórias puxam imagens. E de repente, lá bem do longe, do lado de lá dos confins da linha do mar, precisamente no horizonte, surgiu o Mestre, caminhando sobre o mar, e um bando enorme de «putos». Eu vi. Saltitando sobre as ondas faziam um babaré sincopado. Eu ouvi. E num golpe, estávamos lá todos. Todos a fazer traquinada à volta deles. A portarmo-nos mal. Foi um lampejo. Eu senti. Depois, foram-se todos embora outra vez, pela linha do horizonte adentro. Eu permaneci, sentada na praia. Quando acordei desta, sorri.

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